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Entrevista a Paulo Cardoso

O nosso formador de Scouting, o professor Paulo Cardoso, explica numa breve entrevista a importância do Scouting hoje em dia, o papel da formação e a reputação destes profissionais por este mundo fora.

Um documento de leitura obrigatória.

 

QUEST: Fale-nos um pouco sobre si, como surgiu o desafio de ser Chief Head Scout do Sporting CP?


Paulo Cardoso: Nas minhas funções de treinador e coordenador técnico sempre tive uma colaboração muito estreita com o Departamento de Recrutamento. Por um lado esse trabalho em conjunto me deu-me um conjunto de competências em todas as áreas do Processo de Recrutamento, como a Detecção, a  Selecção e a Contratação e por outro lado fez-me perceber a importância do Processo de Recrutamento para o sucesso na formação de jogadores de futebol e no êxito desportivo de uma equipa ou clube.
Sendo assim quando recebi o convite para ficar ligado fulltime ao Processo de Recrutamento não hesitei. Percebi que seria uma muito boa oportunidade de carreira e também uma forma muito acertiva de contribuir pessoalmente para o sucesso de um clube na sua vertente de Formação ou do Alto Rendimento.

 

Q: Qual a importância do Scouting hoje em dia, nos clubes?


P.C.: Em primeiro lugar prefiro falar de Recrutamento de Jogadores e não de Scouting. Scouting é apenas uma parte do Processo de Recrutamento de Jogadores.
Em relação à sua importância, na minha opinião é o primeiro factor de sucesso quer seja no Processo de Formação de Jogadores ou na construção de uma Equipa de Alto Rendimento. É a base sobre a qual se pode construir um qualquer projecto de futebol.

Q.: Que jogadores recrutou que o tenham marcado?


P.C: No Processo de Recrutamento por vezes temos sucesso mas por vezes não conseguimos a contratação do atleta ou ainda o atleta não atinge o sucesso previsto e revela-se um flop. Entre os casos de sucesso é dificil não referir jogadores como Cristiano Ronaldo, Hugo Viana, Eric Dier, Bruma entre tantos. Casos em que não foi possível a contratação do atleta não me posso esquecer de jogadores como Di Maria, Ramirez e Gaitan como exemplo, ainda mais porque acabaram num clube rival ou ainda Odion Ighalo que é neste momento o melhor marcador da Premier League.

 

Q: Durante a sua experiência no Sporting, teve a oportunidade de trabalhar atletas como Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma ou Nani.


P.C.: Tive realmente a oportunidade de estar envolvido no Processo de Recrutamento e/ou de Formação no entanto de formas diferentes. No caso de Nani, estive apenas envolvido indirectamente quer seja na altura em que ele como infantil não foi contratado quer seja quando o Nani finalmente ingressou no Sporting para integrar a equiipa de Juniores do Sporting. Em relação ao Ricardo Quaresma fui treinador dele em mais que uma ocasião não tendo no entanto nenhuma intervenção na sua contratação pois o Ricardo Quaresma já estava nos quadros de atletas so Sporting CP quamdo eu ingressei no clube em 1995.

Por fim e no caso do Cristiano Ronaldo fui o treinador responsável pela sua avaliação técnica para a entrada no clube, já que era treinador do seu escalão e também fui seu treinador em mais que uma temporada. Neste caso foi um atleta com o qual criei - assim como com a sua familia - uma relação muito próxima durante anos e que se mantêm. Nesse tempo, além de treinador, era um dos responsáveis pelo acompanhamento pedagógico dos jogadores residentes no Lar de Jogadores do Sporting CP.

 

Q.: De que forma a boa formação de quem os observa é importante na detecção de talentos como estes?


P.C.: Se virmos a Formação como conhecimento e competências, claro que sim. Se virmos a Formação como um certificado, não de todo. Encontrei ao longo deste meu percurso pessoas com grande capacidade e competência na área detecção de talentos que não tinham qualquer certificado e formação formal.

Q.: Sabemos que os treinadores portugueses são bem vistos no estrangeiro. Considera que os profissionais de Scouting e Análise de Desempenho têm a mesma reputação?


P.C.: Sim, sem dúvida. O histórico dos últimos anos tem muitos exemplos de atletas algo desconhecidos contratados por clubes portugueses que depois chegaram a um nível muito alto de rendimento. Esta visibilidade de resultados somada à competência efectiva dos profissionais de Scouting e Análise de Desempenho portugueses criou uma muito boa imagem no mercado internacional. Temos alguns exemplos de profissionais portugueses a trabalhar em clubes estrangeiros em cargos e funções importantes e prevejo que esse número irá aumentar tornando-se um mercado de trabalho muito interessante.

 

Q.: Qual a importância do Networking dentro desta área?


P.C.: Considero realmente muito importante, sendo um factor estrutural para o sucesso da função. Nesta área de actividade, ainda mais do que noutras, a informação é poder. Só criando uma rede de contactos, onde se crie uma relação de confiança profissional mas também pessoal, é possível ter a informação necessária para a avaliação e tomada de decisão. Desta forma consegue-se também uma redução dos custos da actividade, um maior conhecimento do mercado e uma maior celeridade no processo de recrutamento.

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